Unidade I: 77 99907-9493 / Unidade II: 77 99970 - 0844

Após uma aula de Redação, no 1º EM, sobre gêneros narrativos ficcionais, a professora Maria Helena deu aos alunos a seguinte tarefa:
Escrevam um conto a partir de um fato que ocorra no presente:
· Um encontro em uma festa
· A confidência de um amigo
· Um brinquedo achado na rua
· O som de uma música assobiada ao longe
· Uma fotografia antiga encontrada entre papéis velhos ou na rua ...
Desenvolva o enredo de seu conto de forma que lhe permita voltar ao passado, à infância, por exemplo, e, utilizando a técnica do flash-back, contar algo que lhe tenha ocorrido àquela época. Retorne ao presente e dê um desfecho para seu conto.
Não desmerecendo as demais redações, a professora destacou o conto do aluno Alexandre dos Santos Félix. Parabéns!!!!
Leiam e observem a criatividade do aluno.
Opção escolhida: Uma fotografia antiga encontrada entre papéis velhos.
Ontem, estava arrumando meu quarto, jogando coisas velhas fora, para dar mais espaço e uma organizada naquela bagunça. Em meio a brinquedos, revistas e outros papéis, achei uma foto de quando era pequeno, época em que minha única responsabilidade era ter que acordar cedo só para assistir a meus desenhos na TV Xuxa.
Não tinha nenhuma responsabilidade com nada, não importava com nada. Preconceito era só uma palavra enorme que via na TV, mas que não fazia ideia do significado. Não sabia o que era chorar por uma pessoa amada, ou a expressão “ sofrer por amor”. Chorar mesmo, só quando era barrado de ir andar de bicicleta, ou jogar bola no campinho. Então, fui crescendo e aprendendo sobre isso e muito mais. Descobri outras responsabilidades, trabalho de escola, outras matérias que não fazia nem ideia do que eram. Aprendi que o tal preconceito era uma ideia idiota de pessoas de mente pequena, que julgavam antes de conhecer negros, religiosos, homossexuais, gordinhos, etc.
Acho que aprendi um pouco sobre o amor, aquela coisa que lhe tira o ar, tira os pés do chão, que faz ficar tudo mais bonito, mais colorido. Aprendi algumas coisinhas por aí. Era tão bom aquele tempo que tudo era “do bem”, que não tinha maldade em nada, que só queria brincar...
Olhei para o relógio. Mal tinha me dado conta de que já estava tarde e precisava acordar cedo no outro dia.